ESSE BLOG FOI CRIADO PELO GRUPO DA ESCOLA MUNICIPAL GABRIEL ANNES DA SILVA DE CRUZ ALTA, PARA A REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PROPOSTAS PELO CURSO "MEDIADORES DE LEITURA" PELA UFRGS/POLO UAB CRUZ ALTA.



sábado, 28 de maio de 2011


O quadro dramático

O pintor Pablo Picasso
mostra a devastação da cidade de Guernica
e os horrores da Segunda Guerra Mundial.
É como se aqui no Brasil fosse
o período do Carnaval,
onde as mortes no trânsito aumentam significativamente
vivemos isso todos os dias,
mas nesse período do ano particularmente.
O carro do brasileiro é a arma que mata na guerra
será que um dia teremos mais paz na nossa Terra?
A fragmentação das figuras da obra do pintor espanhol
serve como um alerta para os motoristas
desse sério problema social.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A cartomante.

A cartomante


Em uma tarde de quarta feira, Bibiana explicava a Vitor que existem no mundo mais elementos do que se imagina. Contou também que havia visitado nesta mesma tarde uma cartomante. Ele ria de sua pequena confissão com ares de aventura.
Ela contava de forma empolgante e ele limitava-se a rir:
- Ah! Vocês homens... só acreditam naquilo que podem ver e tocar! Pois eu acredito.
Cheguei lá e ela foi logo me dizendo tudo aquilo que eu precisava ouvir. Adivinhou minhas angústias e me tranqüilizou. Perguntei se você me deixaria e ela disse:
- Nunca!
- Pois te enganou a danada! E riu despreocupado.
- Bobo, pois nem me diga isso. Sabe que tenho andado ansiosa e preocupada por nós!
Vitor abraçou Bibiana e perguntou:
- Ela te cobrou?
- Sim!
- Onde é a tal casa?
- É num beco, em um bairro longe do centro.
- Alguém te viu entrar lá? Tu sabe que se Mateus descobre vai logo desconfiar.
- Que nada!Não passava ninguém na rua e eu usei até óculos e boné!!!
- Não entendo como tu acredita nessas coisas!
- Se tu não acredita paciência! Eu acredito e estou satisfeita com o que ouvi!
Vitor pensou em responder, mas se limitou a calar. Lembrou ainda que na infância carregava consigo várias crendices e superstições herdadas de sua vó e sua mãe. Hoje se limitava a negar tudo. Se ela se tranquilizou, bastava.
Naquela tarde, separam-se contentes e satisfeitos, e cada vez mais comprometidos. A casa onde se encontravam ficava Na Rua Pinheiro Machado, era o segundo em cima de uma loja. Como a rua era movimentada ninguém desconfiava.
Dois amigos, um reencontro e um destino. Agora havia uma terceira pessoa.Vitor e Mateus estudaram juntos, sempre foram muito amigos. Mateus formou-se e seguiu carreira de advogado e Vitor ao contrário do que esperavam seus pais, não quis seguir carreira e resolveu dedicar-se ao serviço público. Vitor permaneceu em Porto Alegre e Mateus mudou-se para Cruz Alta, onde conheceu Bibiana,linda mulher, um pouco mais velha, com quem se casou.Vitor soube da notícia, porém os amigos se afastaram um pouco.
Tempo depois, Vitor é transferido para Cruz Alta e em contato com o amigo, logo arruma casa e muda-se. O amigo foi recepcioná-lo.
Quando Vitor conheceu a esposa de Mateus, não conteve a admiração.
Quando se viram pela primeira vez, ocorreu uma sensação estranha. Ele não pode negar. O amigo nunca mentiu em seus e-mails.
- Ah! Então é você o grande amigo de meu esposo? Ele sempre falou muito em você!
A convivência traz a intimidade e neste caso, foi muita. Eram inseparáveis. Festas, jantares, reuniões em casa, tudo era motivo para estarem juntos.
Neste mesmo período, falece a mãe de Vitor e Mateus aproxima-se mais do amigo, sempre muito solidário, ajudando a cuidar do que fosse necessário. Bibiana, por sua vez, cuidou do coração e acertou o remédio.O amor foi só a conseqUência.
Pouco tempo depois, já não podiam conter-se. Bibiana conquistou completamente seu espaço, só que em dois corações.
Vitor até tentou fugir, mas não conseguiu, logo estava envolvido completamente. E aí já era! Não teve jeito. Logo estavam os dois completamente apaixonados.Não havia medos nem ressentimentos. A cumplicidade e amizade entre Vitor e Mateus continuava a mesma.
Mas não há mal que sempre dure nem bem que seja pra sempre. Um dia, Vitor abriu seus e-mails e lá estava uma mensagem anônima com prófile falso, lhe chamava de traidor, imoral e mentiroso. Dizia ainda que sua aventura já não era segredo e que todos já sabiam.
Lógico que ele teve medo e sua reação foi logo se afastar tanto do amigo quanto da bela Bibiana. As visitas ficaram poucas e logo não aconteciam mais. Bibiana angustiada, exatamente nesta época, procura a cartomante. Por mais algumas semanas.Vitor recebeu outros e-mails e torpedos no celular, alguns até revelando interesse, admiração. Logo Bibiana desconfiou de que pudesse ser alguma rival:
-Ninguem faria isso sem interesse!
Isso porém, não fez com que Vitor se acalmasse. Tinha medo de que o anônimo fosse o próprio Mateus e e aí já via o pior. Bibiana também achou que era possível.
Buscaram provas. Ela tentou mexer nos arquivos do esposo, descobrir sua senhas. Mas não achou nenhuma pista ela porém, achava que Vitor deveria fazer tudo voltar ao normal; as visitas, as conversas, as confidências ou seja, voltarem as boas, como bons amigos.
Certo dia, Vitor recebeu uma ligação urgente de Mateus pedindo que ele fosse imediatamente a sua casa. Não teve bom pressentimento, mas como já foi dito, ele não acreditava nisso, então negou a si mesmo. Relutou, pois por que Mateus não lhe chamou no escritório do centro como era de costume?Ao contrário o amigo disse nervosamente no telefone: - Venha em minha casa urgente.
Já imaginou mil e uma coisas trágicas é claro. Resolveu não protelar. Foi logo , apressado.O trânsito estava lento, imagine. Em Cruz Alta. Nunca ele havia observado como Cruz Alta estava cheia de carros.
Encontrou no caminho um acidente o que o deixou ainda mais ansioso.
Olhou para os lados e avistou a casa da tal cartomante. Casa feia, misteriosa.
Por que não? Que teria ele a perder?
Manobrou o carro e em segundos estava lá. Ela foi logo perguntando o que o levava lá e ele observava o ambiente, de pouca luz, corredores, e salinhas pequenas, móveis velhos e aspecto de desleixo. Ela sentou-se atrás de uma mesa e apontou uma cadeira e mandou que ele sentasse.
Puxou logo um baralho velho da gaveta e já foi falando:
- O senhor tem um anseio, um susto...
Ele limitou-se a afirmar.
Ela prosseguiu:
- Quer saber se lhe acontecera alguma coisa ou não...
- Sim, disse ele. A mim e a ela.
A cartomante riu.
-A s cartas me dizem...
E tudo virou música...coisas boas é claro...sobre o amor que os ligava, o medo sem fundamento, sobre ter cautela, sobre a inveja e maus olhados. Coisa de cartomante.
- Obrigada, a senhora me devolveu a paz.
Apertou a mão da cartomante e lhe perguntou:
- Quanto lhe devo?
- Quanto seu coração achar que vale a pena - disse ela.
Ele lhe deu uma boa soma e saiu ouvindo-a dizer:
Vai rapaz apaixonado. Você gosta dela. Ela vale tudo isso -disse olhando para as notas.
Ele foi embora. Confiante ,acelerava. A cartomante acertou o porque da procura. Por que erraria o resto? Logo o que havia se perdido a tempo, renascia. Ele acreditava no que acabava de ouvir. Foi mais calmo confiante.
Lá chegando, abriu a porta e achou tudo muito silencioso. Viu o amigo que logo vinha a seu encontro e tratou de se explicar:
- Amigo, vim assim que pude! O que é tão urgente?
Não teve resposta.Viu o amigo desfigurado, furioso e enlouquecido de ódio. Mateus fez um sinal para Vitor para que passasse para a sala. Se deu o choque.Vitor gritava apavorado ao ver a cena: Bibiana, morta sobre um sofá, com sangue pelo corpo. Via o inferno pela frente. Neste exato momento, Mateus lhe segura pelo ombro e com dois tiros,o derruba sem vida no chão.


Fim

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A poesia no espaço escolar

A poesia infantil, considerada por muito tempo como uma incógnita para a criança, vem ganhando espaço e sendo cada vez mais trabalhada desde os primeiros anos da educação escolar. Ao conviver com poesias, a criança passa a ter autonomia para compreendê-las e cria-lás, sendo que desde muito cedo já entra em contato com rimas, em versos ou músicas, inicialmente apresentadas pela família e, mais tarde, esse contato se intensifica na escola, onde ela começa a ampliar a linguagem, brincando e rimando com as palavras, como se estas, tivessem vida e movimento.
Encontramos hoje poesias de conteúdo muito rico que nos permitem a realização de um trabalho significativo em sala de aula, que podem ser transformadas em diversas produções livres e dirigidas, explorando o vocabulário, a leitura e a escrita, a expressão artística e o uso de materiais concretos que resultaram em ótimas oportunidades de aprendizado. Ao trabalhar a poesia de forma lúdica, o professor está possibilitando crescimento e aprendizado.
A poesia pode conter informações úteis e abordar temas que vem sendo discutidos na atualidade. Pode ainda nos contar histórias, reinventar fatos, ou tratar de conteúdos escolares o que não podemos, porém, é usar a poesia como uma ferramenta de apreensão de conteúdos e sim brincar com as palavras, versos e rimas despertando em primeiro lugar o gosto por produções poéticas. Não falamos aqui do estudo da estrutura dos poemas e sim de uma abordagem lúdica de temas voltados a educação.
O texto "Brincando com as palavras" de Kelly de Souza trata então das diversas possibilidades de se trabalhar a poesia com as crianças seja na escola, em casa ou em ambientes da sociedade em geral. Nos fala ainda da forma como os poemas despertam e potencializam a imaginação da criança, ressaltando a importância de ler com e para a criança, resgatando brincadeiras poéticas, sem priorizar um conteúdo teórico sobre poesia.

terça-feira, 3 de maio de 2011

MÚSICA DO BLOG




Brasil
Cazuza
Composição : Cazuza / Nilo Roméro / George Israel

Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha...

Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim"

Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...

Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...(2x)

Confia em mim
Brasil!!

A escolha da música se justifica em função de ela estar fazendo uma crítica ao nosso país. O seu ritmo e som fortes levam a uma reflexão de alguns problemas enfrentados pelos brasileiros.

DIFERENTES SIGNIFICADOS E SENTIDOS DAS PALAVRAS

PALAVRAS HOMÔNIMAS: SÃO PALAVRAS QUE POSSUEM ESCRITA E/OU PRONÚNCIA IGUAL E SIGNIFICADOS DIFERENTES.
EX: MANGA (FRUTA) / MANGA (CAMISA)
CESTA (OBJETO) / SEXTA (DIA DA SEMANA)

PALAVRAS PARÔNIMAS: SÃO PALAVRAS QUE POSSUEM ESCRITA E PRONÚNCIA PARECIDAS, SEMELHANTES E SIGNIFICADOS DIFERENTES.
EX: COMPRIMENTO (TAMANHO) / CUMPRIMENTO (ATO DE SAUDAR ALGUÉM)
CAVALEIRO (HOMEM QUE ANDA A CAVALO) / CAVALHEIRO (HOMEM GENTIL)